Vento oriental
Que se levanta do deserto
Forte, impetuoso, devastador
Sopra a tempestade
E quebra no coração dos grandes mares
Espírito que vem dos quatro ventos
Dar vida aos mortos no vale dos ossos secos
Sopra o hálito e o fôlego
Injeta carne e sangue nas veias
Eu te conduzi por grandes águas
Como capitão do teu destino
Icei a vela
Trouxe calmaria a tua tempestade
Mas duvidastes de mim
Colocaste meu nome à prova
Como um vômito em vão
Deixarei teu barco ir
Junto à correnteza
Tuas mercadorias, teus bens e teus marinheiros
Se afundarão no seio dos grandes mares
Revoltosos como tua alma
Porque te assentaste na cadeira de Deus no meio dos grandes mares
E disseste: Que mal há?
Não passas de homem e não Deus
Tu não enxergarás a luz do dia porque teu coração virou manto de trevas
E teu ventre alimento dos chacais
Porque te elevastes como um deus
E confiastes nas tuas riquezas e com elas se elevou o teu coração
Quem ousa ser maior que Deus?
Que louco será?

Nenhum comentário:
Postar um comentário