Renata Idalgo
Sou facho de luz
Espalhando
estrelas num tapete iluminado
Sou estrela cadente
Sou sol ,
sou fogo, sou gente
Que pula na roda
de circo ardente
Pra sorrir diferente
Sou água
Cristalina
que ecoa no leito dos rios
No braço do São
Francisco decadente
Que pena sou
gente
Que finge
que gosta descrente
Que dilui na
água solvente
Sou terra
Preta,
areia, molhada. Sou barro
Que lavra a
semente do meu ser
E
germina no meu ventre o teu querer
Que pena sou
pó
Do barro vim
e ao barro voltarei
Lamas do meu
viver
Sou ar
Na dança dos
ventos levito meu corpo
E deixo
circular a música do universo
No balançar
das minhas asas
Como um anjo
alado
Sou anjo,
sou pássaro
Quem sou?
Somos
elementos
No xadrez da
vida
Por um triz
Pra tentar
ser feliz
Na ladeira
da matriz
Pensando ser
imperatriz

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