ESCREVO A VIDA

ESCREVO A VIDA
ESCREVO A VIDA

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Não quero nada pela metade


Não quero nada pela metade
Não quero amor pela metade
Não quero carinho pela metade
Não quero beijo pela metade
Não quero sexo pela metade

Se for pra ser a metade
Eu me basto por inteira
E me desnudo na teia do meu próprio desejo
No clímax do meu orgasmo
No meu cheiro
No meu tato
No meu ego
Serei meu próprio amante

Não quero nada pela metade
Marido pela metade
Namorado pela metade
Vinho pela metade
Sorvete pela metade

Eu sou inteira
Não fracionada
Eu sou intensa
Não camuflada

Eu sou  minha própria fera adormecida
Nos expurgos da minha alma
Que anseia por seu única
Por ser tua
Por ser mulher



6 comentários:

  1. Presa entre filosofias que digo minhas, mas são de outros, eclausuarada nas longas teias, verdades meias de uma vida em vão! ( trecho da Poesia "liberdade" do livro Ananmnésia de Nanci Brito. Amei a sua. Já estou até ficando repetitiva, né? Linda!

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  2. Nanci pra mim a poesia tem que ter força e intensidade.É o que me proponho a fazer quando escrevo uma.Arrancar forças internas e expandir pro Universo.Obrigada linda.Dia 20 de maio estarei com noite de autógrafos do meu livro no Diário da Poesia e a Olizete será homenageada.Vai lá.Restaurante Sintonia Fina na rua próximo ao Clube Mauá.

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