A rosa púrpura
Escarlate no manto
A carne vermelha sangrando
Cálice
Era encarnado o batom ou carmim?
Cálice, Cálice
Era a Ópera de Carmem ou Madame Bovary?
Ou Ana Katherina
Eram gotas de sangue
Cálice Cálice
Aqui pulsa a vida
Nos meus pulsos circulam as veias
Dilatadas, trêmulas, azuis
Cálice, Cálice
Cale a boca
Jogue o copo no chão
Mão não jogue a pedra
Na Geny
Calice, cálice mulher
Cale a tua dor
Cale o teu sexo
Cale o teu desejo lascivo de se
ter
Calice, cálice
Brindemos juntos com vinho
Suave, Seco
Do Porto, chileno
Carbernet Savignon
Cálice borbulha
Como um caldeirão
Quente, fervendo
Amargo ou Doce
Puro ou diluído
Cálice
ou fale sempre o que puder
Que o meu amor não espera pra acontecer
E se esconde nestas gotas de tinta vermelha
Aqui eu desenho a boca carnuda
E no seu peito eu me recosto pra dormir
E pra dizer
Não
Cálice
Não
Cálice

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