ESCREVO A VIDA

ESCREVO A VIDA
ESCREVO A VIDA

domingo, 26 de março de 2017

Cálice




A rosa púrpura
Escarlate no manto
A carne vermelha sangrando
Cálice

Era encarnado o batom ou carmim?
Cálice, Cálice

Era a Ópera de Carmem ou Madame Bovary?
Ou Ana Katherina
Eram gotas de sangue

Cálice Cálice
 Aqui pulsa a vida
Nos meus pulsos circulam as veias
 Dilatadas, trêmulas, azuis

Cálice, Cálice
Cale a boca
Jogue o copo no chão
Mão não  jogue a pedra
 Na Geny

Calice, cálice mulher

Cale a tua dor
Cale o teu sexo
 Cale o teu desejo lascivo de se ter

Calice, cálice
Brindemos juntos com vinho
Suave, Seco
Do Porto, chileno
 Carbernet Savignon

Cálice borbulha
Como um caldeirão
Quente, fervendo
Amargo ou Doce
 Puro ou diluído

Cálice
ou fale sempre o que puder
Que o meu amor não espera pra acontecer
E se esconde nestas gotas de tinta vermelha
Aqui eu desenho a boca carnuda
E no seu peito eu me recosto pra dormir

E pra  dizer
Não
 Cálice
Não
 Cálice


Nenhum comentário:

Postar um comentário