ESCREVO A VIDA

ESCREVO A VIDA
ESCREVO A VIDA

sexta-feira, 31 de março de 2017

Doce Ilusão




Acordo pensando
Em você
Durmo pensando também
Queria tanto ser sua
È errado  mas eu queria
A vida chega atrasada às vezes
Para o meu amor

Doce desilusão
Pena que você não é meu
Meu pensamento vai ai até você

Será que você pensa como eu penso?
Será que você lembra como eu lembro?
Será que suspira como eu suspiro?

Meu doce veneno
Meu amor proibido
Que não é meu
Porque cheguei atrasada
Ou não
Ou cheguei na hora que tinha que chegar

Ah meu amor querido
Amor de sexo e de paixão
Fica na lembrança o dia em que estive nos seus braços
Um misto de desejo
E de tristeza
Tenho que aprender a não me envolver
Nem levar para o coração
O desejo de te ver
Mas ele é teimoso
Cisma em insistir
Meu coração enganoso e fantasioso

A  minha cabeça não esquece
Os momentos com você
Haverá outra vez?
Não sei
O universo sabe

Eu sei que foi bom
Eu sei que quero bis
Eu sei queria tudo pra mim
Nem tudo é perfeito no universo
Por obra dele você chegou na minha vida
Mas  nada
 Apenas chegou
E me deixou assim
Docemente iludida




quarta-feira, 29 de março de 2017

Minha poesia



A minha poesia não é bonitinha
Ela não tem versinho e nem batatinha
A minha poesia é  forte como conhaque de alcatrão
A minha poesia é embrutecida como prata
Ela é quente, erótica
Ela fala da paixão
Ela não tem nada de inocente

A minha poesia é escorpiana
É vermelha
É ousada
E abusada

A minha poesia não é pra fracos
Mas pra fortes de espírito
A minha poesia é pimenta pura
Com doces gotas de baunilha

A minha poesia baila
Não como uma bailarina
Mas baila no Passo Dobre
Ou na Dança Indiana

A minha poesia tem um que de cigana
E faz ciranda na roda com círculo de fogo
E canta um fado
Ou Mercedes Sosa
Frida
Piaf
Leila Diniz
Clarice Lispector
A minha poesia tem cheiro de mulher
Essa é a minha poesia
Forte, dura, sanguínea
Penetrante
Provocante
Como  a ópera de Carmem
A minha poesia
Ah a minha poesia
Ela me basta
 Ela é simplesmente
Eu


Águia



Vou subir
Como águia
Viver no meio das montanhas
Em lugares bem altos
Não vou me esconder
Da tempestade

Vou subir o mais alto que puder
Abrirei minhas asas
E alçarei um vôo livre
Como um pássaro alado

Sou águia
Terei a energia dela
 Capaz de voar em direção a sua presa em até 300 km/ hora
E terei sua visão
Capaz de enxergar pequenos roedores a 5 mil metros de altura
E quanto mais eu vôo
Mais me distancio da terra
 Mais encontro o infinito
Puro, azul
Brilhante
Como o raio de sol
E encontro novas forças
E coragem
Pra continuar
Meu caminho
Rumo ao eterno
 Da minha existência
Águia branca
Águia negra da cabeça branca
Águia do brasão
Águia da Bíblia
Águia nunca perde a guerra
Porque troca de penas
E ressurge como nova

Sou Águia
Sou o mistério da civilização
Águia na vida
Águia onde eu for


Prazer em conhecer

domingo, 26 de março de 2017

PALESTRA UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA EM NITERÓI

Um trecho da palestra "Eu tenho um sonho"  que ministrei em 2015 para os alunos do Curso de Comunicação Social de Jornalismo e Publicidade na Universidade Salgado de Oliveira em Niterói.




Momento Musical- Wave (Instrumental) - Tom Jobim

No Diário da Poesia





Vinícius em mim




A poesia está em mim. Assim como estava pra Vinícius
Sou poeta do amor, da vida, da estrada.
“De tudo ao meu amor serei atento, antes
E com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

É de Vinicius de Moraes sim
Mas é tão meu. É Tão tudo. Tão forte! Tão poesia!
Meu soneto da fidelidade, do amor sublime, dos futuros amantes como cantou Chico Buarque
A linha do amor, a fonte da paixão.

É Vinícius em mim


Na sua inspiração

O homem iluminado

Poesia que fiz para o Prof. Oton São Paio lida no último culto ecumênico pelo dia do seu aniversário. Fevereiro 2017

Oton São Paio

O homem iluminado é um homem que tem um olhar terno, vibrante
Ao mesmo tempo brilhante e que transmite paz
O homem iluminado é alguém que respira amor e bondade
É alguém que zela por sua prole e identidade
O homem iluminado caminha e deixa rastros de amor e ares de alegria por onde passa
Assim é homem iluminado
Um pai que abençoa seus filhos
Um marido que ama sua esposa, como Cristo amou sua igreja
E a chamou de noiva
O homem iluminado pode até se entristecer ou ficar aborrecido
Mas logo volta ao seu estado normal de luz e de servo
Porque o homem iluminado é servo
É professor
É aprendiz
Fala e ouve com a mesma sabedoria
Que Deus lhe diz
Porque ele pede todos os dias 
Essa tal sabedoria
Pra viver e ser feliz
Os filhos do homem iluminado são seus espelhos
Neles estão os seus reflexos e essência mais profunda do seu ser
O homem iluminado sabe que Deus está acima de tudo aquilo que ele conseguiu conquistar
Ele sabe que nada faz sentido sem a presença de Deus na vida dele
Este é o homem iluminado
Aquele que chora sem se envergonhar
Aquele que ri espontaneamente
Aquele que faz da sua vida uma oração
Deus se agrada do homem iluminado
Deus abençoa a prole do homem iluminado
Os seus amigos são alcançados pela sua luz
Que na verdade não é sua
É de Jesus
O homem iluminado respira poesia
Respira espiritualidade 
Respira o belo
E sempre o positivo da vida

Este é o homem iluminado
Oton São Paio

Pras crianças





Esse poema é sim
Pras crianças
A criança que eu fui
A criança que eu sou
A criança que serei

É Pras crianças
Que correm pela casa
Que brincam de casinha,de  carrinho  e de vídeo game


É Pras crianças
Que fazem ciranda na roda
Que dançam a música da moda
Que gritam na saída da escola
Com  desenhos cheios de cola

Esse poema é pra estes pequenos
Que Jesus abençoou
Que brincam de ser super heróis
Que sonham em ser princesas
Que se lambuzam com sorvete e  sobremesa


Esse poema é pra todas as crianças
Branquinhas
Pretinhas
Amarelinhas
Jambinhas
Japonesinhas


É Pras crianças
Banguelinhas
Cheia de janelinhas
Com trancinhas
Bonezinhos
E blusas de florzinha

É pra elas
A melhor cantiga
O melhor coral
O ovo de Páscoa
O pirulito do dia 12 de outubro
O presente de Natal

É pra elas
Minhas crianças
Luzes que iluminam nosso caminho
Anjos pequenos sem asas
Vinde a mim pequeninos
Porque o Reino é de vocês
O Reino do amor
O Reino da alegria
Vivam elas!
Todas elas
As crianças precisam
Ser amadas e protegidas
É pra elas, as crianças
O mais puro verso desta poesia.








Cálice




A rosa púrpura
Escarlate no manto
A carne vermelha sangrando
Cálice

Era encarnado o batom ou carmim?
Cálice, Cálice

Era a Ópera de Carmem ou Madame Bovary?
Ou Ana Katherina
Eram gotas de sangue

Cálice Cálice
 Aqui pulsa a vida
Nos meus pulsos circulam as veias
 Dilatadas, trêmulas, azuis

Cálice, Cálice
Cale a boca
Jogue o copo no chão
Mão não  jogue a pedra
 Na Geny

Calice, cálice mulher

Cale a tua dor
Cale o teu sexo
 Cale o teu desejo lascivo de se ter

Calice, cálice
Brindemos juntos com vinho
Suave, Seco
Do Porto, chileno
 Carbernet Savignon

Cálice borbulha
Como um caldeirão
Quente, fervendo
Amargo ou Doce
 Puro ou diluído

Cálice
ou fale sempre o que puder
Que o meu amor não espera pra acontecer
E se esconde nestas gotas de tinta vermelha
Aqui eu desenho a boca carnuda
E no seu peito eu me recosto pra dormir

E pra  dizer
Não
 Cálice
Não
 Cálice


quinta-feira, 2 de março de 2017

Dose





A dose mais forte nem sempre é aquele que é rascante
 Como aguardente
Essa dose que sinto queima meu peito
Como brasas de carvão

Dose engolida que dói na garganta
Pulsante
Estimulante
Que desce rasgando
Meu fígado

A dose que eu sufoco na mente
 Que juro secretamente
 Que não sei, não vi e nem ouvi
Apenas finjo
O que meus sentidos já perceberam
A tua presença
A vontade de estar com você
O desconhecido de te conhecer
 No íntimo
No proibido
Na toca

A paixão me pegou
Ela inflama meu coração
Ela dilata meus poros
Minhas pupilas
E desperta a minha libido
Meu amor proibido
Meu amor seleto
Secreto
Meu amor da guerra
E da paz

Fica no imaginário
Nosso desejo contido
De se ver sem poder
De quebrar regras
 E virar a mesa
Ah meu amor lindo
Teus olhos claros
Não negam teu desejo
De  viajar nas minhas curvas
E de me fazer tua
Pelo menos  por uma vez