ESCREVO A VIDA

ESCREVO A VIDA
ESCREVO A VIDA

domingo, 26 de novembro de 2017

Cálice


Poema dedicado a todas as mulheres que sofreram violência doméstica e que passaram por relacionamentos abusivos



A rosa púrpura
Escarlate no manto
A carne vermelha sangrando
Era encarnado o batom ou carmim?
Cálice, Cálice, Cálice

Era a Ópera de Carmem ou Madame Bovary?
Ou Ana Katherina ?
Era Russo ou Romeno?
Eram gotas
De sangue
Gotas de orvalho
Cálice Cálice

Aqui pulsa a vida
Nos meus pulsos circulam as veias
 Dilatadas, trêmulas, azuis
Como linhas tortas
Num curto circuito

Cálice, Cálice
Cale a boca
Jogue o copo no chão
MAIS não  jogue a pedra
 Não jogue na CARA da Geny

Calice, cálice mulher

Cale a tua dor
Cale o teu sexo
 Cale o teu desejo lascivo de se ter
E de ser possuída sem pudor

Calice, cálice
Brindemos juntos com vinho
Suave, Seco
Do Porto, chileno
 Carbernet Savignon

Cálice borbulha
Como um caldeirão
Quente, fervendo
Amargo ou Doce
 Puro ou diluído
Rascante ou sabor pimenta
Tua vida é assim
Um caldeirão cheio de pólvora
Prestes a explodir

Cálice
ou fale sempre o que puder
Que o meu amor não espera pra acontecer
E se esconde nesta tinta vermelha
Em que desenho tua boca
Carnuda
Pra me pertencer
E não pra me agredir
Cálice
Psiu Cálice
No seu peito eu me recosto
Pra dormir ou pra sonhar
Ou pra sentir o teu cheiro
Ou pra penetrar nos teus membros
E não pra me maltratar
Com palavras de baixo calão
Esse poema é só pra  dizer
NÃO
Cálice
NÃO CALE-SE
MULHER



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Gavetas



Arrumando gavetas
E pensamentos
Pensando se é justo ter você
Racionalmente não
Emocionalmente sim
Afinal que fria a vida seria se fosse só razão
E eu sou poesia e emoção

Tão fugaz é o nosso romance
A nossa intimidade é brasa
De amantes entre quatro paredes ou mais
Da sala pro quarto, do quarto pro banho
As horas passam sem eu perceber
Amores proibidos são mais criativos e mais intensos
Será que tudo o que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda?

Arrumei as gavetas
Coloquei as blusas sobre as blusas
Os shorts sobre os shorts
Os lenços, cachecóis e cintos
As peças íntimas
E as tiaras do meu pensamento
Coladas no teu beijo
No teu cheiro na minha toalha


Tive teu colo
Fui carregada por você
E possuída pela tua forte mão
E engolida pelos teus olhos que são como lagos verdes

As gavetas, algumas cheias
Outras   transbordando de roupas como auge do nosso sexo
Outras vazias pela tua ausência
Algumas entreabertas esperando a sua volta
E outras fechadas até que a vontade apareça de abrir novamente

Não quero engavetar o nosso amor
Mas se assim for, vou guardar cada peça do nosso encontro
Com carinho, na gaveta do meu sentimento
E nas chaves do meu coração
Dos dias em que o amor se fez entre nós
E da tua doce ilusão


Abril 2017




domingo, 22 de outubro de 2017

Um "que" a mais





Poema em homenagem a professora Myriam Torres


Essa mulher tem um "que" a mais
Um que de querida
Um que de preferida
Um que de musa
Bela
Misteriosa
Estilosa
Um invólucro da elegância
Que não se cansa


Ela que tem um "que"
Rainha
Imperatriz
Um que de mestra
Gata siamesa
Francesa
Que aplaude com louvor
E Perfuma com amor



Seu olhar é penetrante
 Seu batom vermelho
Carrega a sensibilidade da poetisa
Com a alma da artista
E no seu trabalho
Lida com vidas no cárcere
Sem perder a classe
Sua trilha sonora é mulher
Seu romance é uma metamorfose ambulante
Uma lady
Uma amante

Diva
Que Baila pela vida
Que Não anda
Desfila
Única
Quem é essa mulher?
COM Um que de européia
com  gosto apurado
Com o vinho tinto sagrado
Uma deusa ?
Uma fênix?
A música nos olhos
Os cabelos vermelhos
Um misto de  Bibi E RITA LEE
Sem vergonha de ser feliz
Essa mulher tem um que
De leitura
De arte
De Cultura
De Educação e  liberdade
Uma rosa
Uma Orquídea ou miosótis
Lua de cristal
Tango de Gardel
La vie La rose

 Esmeralda
Rubi ou Opala
A Torre, peça maior do xadrez
Essa mulher tem "que" de framboesa
Com encanto de realeza
Traduzindo e colocando a mesa
Myriam Torres







ANJO ROSA


Patrícia Silva, o Anjo Rosa do Espaço Rosa de São Gonçalo



Certas mulheres são como anjos
Personificações sagradas
Não possuem asas
Mas braços sempre dispostos a agregar
São mensageiras a quem Deus incumbiu de uma missão
Doadoras da vida
 Semeadoras da paz e se for preciso da guerra
Úteros abertos para o Universo

Anjo mulher
Esposa, filha, mãe
Anjo rosa
No Espaço Rosa


Ilumina as almas da grande mãe
A Deusa
A Divina
A Imaculada
A Madre que está em cada uma de nós
Esse anjo tem nome
E começa com P
P de paixão
P de piedade
P de paz e proximidade
Um anjo cheio de feminilidade
Que cuida de tantas rosas
E não deixa que eles sejam despedaçadas
A esse anjo
Anjo bom
Anjo guerreiro
Anjo Rosa
A Gratidão
Por cada toque
Por cada vida
Por cada atitude
Deus envia mulheres em forma de anjos para a Terra
Patrícia Silva, o  anjo Rosa que sobrevoa a vida de milhares de mulheres
Que você abriga debaixo de suas asas
Cumprindo sua missão angelical
De ser apenas Luz e Amor na vida de cada rosa


Essa é a homenagem que eu como mulher, escritora e poeta  faço a você. Acredito que este poema reflete o sentimento que todas as mulheres que fazem parte desta Campanha do Outubro Rosa sentem por você. GRATIDÃO!
Renata Idalgo, jornalista, professora, escritora e poeta





segunda-feira, 31 de julho de 2017

Fênix




Renascer das cinzas sempre
Pulsar
Hibernar
Como fênix
Emergir em águas profundas

Alçar o vôo mais alto
E ressurgir
E Recomeçar
Mais linda
 Mais Cult
Mais segura de mim mesma

Sair do meio do fogo
E ser Luz Del Fuego
Uma salamandra
Uma pedra
Ametista
Topázio
Olho de Tigre

Balanço minhas asas
Pra limpar a folhigem
E ergo-me como se me espreguiçasse
Ao acordar
De um sono gostoso
Daquilo que fui
Daquilo que sou
 E daquilo que serei
Uma fênix
Uma Mulher
 Em constante transformação
Apaixonada pela vida
Exalando a beleza
 Que vem de dentro do meu ser
Fênix
Alada
Livre
Liberta
Forjada para a Guerra
Que vira bola de fogo
Ao prever um ataque
Pássaro sagrado
Olhos de lince
E boca que fala grandezas de Deus
Sou fênix
No ar, na terra, na água e no fogo
Uma Guerreira
Do dia a dia
Que faz da vida
A trilha sonora mais original

E não se cansa de acreditar no sobrenatural

sábado, 20 de maio de 2017

Semeadora



Sou uma semeadora que saiu a semear palavras de vida e luz na vida das pessoas
Não escondo minha face diante da vida crua, nua e real
Semeando sonhos, lançando sementes ao longo do meu caminho

Sou uma semeadora de boas notícias, de longos sorrisos e da teoria do abraço
Estou sempre pronta ao carinho, ao afago, ao aperto de mão de irmão
Semeando toques, lançando olhares, cheiros e paladares ao longo do meu caminho

Sou uma semeadora de ideias revolucionárias que saiu a semear sons do universo em uma canção única e febril
Mostro a face da educação, da comunicação e do pé no chão, sem delírios ou falsetes
Semeando ideologias e deixando flores ao longo do meu caminho

Sou uma semeadora da paz  que não foge à guerra da vida nesta via láctea, ursa maior, azul
Revelo nas linhas que escrevo minha história, minhas aventuras e meu momento pessoal
Semeando emoções que me permiti viver ao longo do meu caminho


Neste caminho alguns ficam, outros se vão, alguns se perdem no meio do caminho
Deixo pegadas, porém a poeira  pode fazer com que elas desapareçam sem deixar rastros
Se você se afastar perderá as pegadas deixadas ao longo da estrada de barro vermelho
Siga-me nessa viagem, semei, colha os frutos e flores
Semeie o amor, o perdão, a gentileza e a gratidão
Semeie, semeie
Jogue no caminho e espere elas crescerem

Assim é a vida. Somos semeadores do bem ou do mal.
A escolha é nossa.
Semeie o que o Mestre diz: O semeador saiu a semear e cada semente caiu em um solo
Que eu seja uma semeadora em solos férteis e numa boa terra
Do bom coração vem a melhor semente
Semeie, cultive, ame
Produza bons frutos



domingo, 23 de abril de 2017

Ser Jornalista




Quando eu tinha 10 anos, eu não entendia porque escrevia cadernos de perguntas para meus colegas responderem e nem porque escrevia contos e poesias e desenhava flores nos cadernos e colecionava figurinhas de álbuns de televisão e esporte.

Aos 11, Dona Janete, a professora de Educação Artística  , sardenta, gordinha e com seu cabelo cor de fogo pediu um desenho à turma. A pergunta era: Onde você queria estar nesse momento?
Todos meus colegas desenharam camas, ventiladores, porque queriam estar dormindo. Eu? Eu desenhei o Pão de açúcar com os bondinhos indo e vindo e uma asa delta bailando no ar. Dona Janete,  e  me olhou surpresa e disse:

- Menina, você sonha alto!

Depois eu mostrei pra ela outro desenho: Era uma árvore cheia de frutos, mas essa árvore tinha uma face e ela cantava e eu desenhei as notas musicais saindo da boca daquela árvore.
Dona Janete me olhou e pensou de novo: o que será que essa menina vai ser quando crescer? Bondinho, asa delta, Pão de açúcar, árvore que fala e que canta, que profissão ela terá que pode incluir tudo isso?
A resposta era tão fácil e foi se descortinando ao longo dos anos

Aos 12, eu  ganhei um daqueles gravadores grandes, que a gente levava a tira colo, com aquelas teclas duras e as fitas cassetes que eu virava de um lado para o outro. Gravava, gravava e gravava tudo. Escrevia, escrevia e escrevia tudo tanto no caderno com na velha verde máquina portátil de datilografia.

Minha mãe queria que eu fosse médica, médica pediatra, mas eu brincava com o estetoscópio da boneca e largava de mão pra ouvir rádio, gravar novelas na Tv, músicas e datilografar muitos textos e poesias.

Ah, Dona Janete, minha saudosa professora de Educação Artística. O que eu deveria ser quando crescer?
Talvez professora, minha primeira tentativa.

Talvez, talvez, talvez jornalista

Seria isso Dona Janete?
Estariam explicados os desenhos? O Pão de Açúcar, a asa delta e a árvore cantora?
Claro, Dona Janete.
Menina, você sonha alto.

O jornalista sonha alto. Ele pode estar no topo do Pão de Açúcar, voando na asa delta e vendo a árvore falar e cantar, porque tudo é notícia, tudo é informação. Tudo é Comunicação.

Jornalista é o curioso, o amado, o odiado, o amante dos livros e das madrugadas.
O dono da pauta do seu próprio destino.
O amigo dos políticos, ou o terror deles.

O  porta voz da sociedade e da comunidade lá do morro, onde falta tudo.
Ele é a voz da Cultura, da Música, da Economia, do Turismo, da Gastronomia, da vida diária do cidadão, da Policia,  Bandido, da Guerra urbana e civil. Da lei e da clandestinidade. Jornalista quer a verdade, quer a fonte dos fatos apurados, gravados, esmiuçados, investigados e muitas vezes cortados na edição
A sede da justiça, do dever cumprido, do fechamento do jornal, sofrido, das noites de sono perdidas e da cerveja com os amigos.

Esse é o jornalista, atento, detalhista, que faz do lead uma história de conquista

Que conhece vários personagens e enfrenta situações da alegria a dor e pode ouvir  e ver suas matérias se transformarem em grandes histórias, que a humanidade fez questão de deixar registrada nas suas letras cheias de garranchos de tanto escrever rápido.

Ah, Dona Janete, se eu continuasse professora, minha letra ia sempre ficar redondinha, bonitinha, mas ela perdeu sua graciosidade nos garranchos frenéticos do jornalismo e meus dedos ficaram com tendinite dos teclados do computador e meu olhar focou nos óculos  e todos os meus desenhos de infância foram parar na lente da minha máquina fotográfica.

Pois é Dona Janete, eu cresci e sonhei alto.

Eu cresci e fui jornalista.

Essa é minha homenagem ao jornalista Rujany Martins e a todos os jornalistas que fazem a imprensa  mais digna, não aos da imprensa marron, mas o jornalismo de verdade, que existe muito ainda, apesar dos pesares e que persiste ao longo das décadas e mudanças que acontecem no nosso país. Eu encerro com a frase do jornalista, escritor, sociólogo e ativista político peruano José Carlos Mariátegui que diz o seguinte.

O jornalista deve ser um combatente, não um espectador"
(José Carlos Mariátegui)

domingo, 9 de abril de 2017

A menina




A menina

Eu sou essa menina

A menina que canta, que dança, que fala poesia
A menina que escreve coisas do céu e da terra

Eu sou essa menina
Sapeca, abusada, iluminada

A menina que teve que crescer rápido na vida
Mas não na estatura
A menina do cabelo de sol e dos olhos de esperança

Eu sou essa menina que faz da música sua trilha sonora 
Do riso vai da ópera ao samba enredo
Da fé faz o seu sustento e coluna

Eu sou a menina cigana
A menina apaixonada e colorida
A que gosta do colo e da massagem
A que recebe mensagens

A menina dos olhos de Deus
E da vontade dos homens

Eu sou a menina que sabe ser meiga,
ousada,exagerada,
 charmosa ou envolvente

A menina que tem sonhos
A menina que ora, mas que comete pecados

A menina que gosta dos capitães
E príncipes encantados
Mas que também não tem medo da fera

Eu sou a menina dos versos
Da performance internacional
Da cara de francesa
Do fingir ser indefesa

Eu sou essa menina
Eu sou aquela
Eu sou a outra
Eu sou a mesma menina de cachinhos castanhos olhando da janela
O infinito

A menina que conversa com as flores
E com os animais

Eu sou a nata
O melhor do leite
E pra meu deleite 
Não me canso
de ser sempre

Essa menina

sexta-feira, 31 de março de 2017

Doce Ilusão




Acordo pensando
Em você
Durmo pensando também
Queria tanto ser sua
È errado  mas eu queria
A vida chega atrasada às vezes
Para o meu amor

Doce desilusão
Pena que você não é meu
Meu pensamento vai ai até você

Será que você pensa como eu penso?
Será que você lembra como eu lembro?
Será que suspira como eu suspiro?

Meu doce veneno
Meu amor proibido
Que não é meu
Porque cheguei atrasada
Ou não
Ou cheguei na hora que tinha que chegar

Ah meu amor querido
Amor de sexo e de paixão
Fica na lembrança o dia em que estive nos seus braços
Um misto de desejo
E de tristeza
Tenho que aprender a não me envolver
Nem levar para o coração
O desejo de te ver
Mas ele é teimoso
Cisma em insistir
Meu coração enganoso e fantasioso

A  minha cabeça não esquece
Os momentos com você
Haverá outra vez?
Não sei
O universo sabe

Eu sei que foi bom
Eu sei que quero bis
Eu sei queria tudo pra mim
Nem tudo é perfeito no universo
Por obra dele você chegou na minha vida
Mas  nada
 Apenas chegou
E me deixou assim
Docemente iludida




quarta-feira, 29 de março de 2017

Minha poesia



A minha poesia não é bonitinha
Ela não tem versinho e nem batatinha
A minha poesia é  forte como conhaque de alcatrão
A minha poesia é embrutecida como prata
Ela é quente, erótica
Ela fala da paixão
Ela não tem nada de inocente

A minha poesia é escorpiana
É vermelha
É ousada
E abusada

A minha poesia não é pra fracos
Mas pra fortes de espírito
A minha poesia é pimenta pura
Com doces gotas de baunilha

A minha poesia baila
Não como uma bailarina
Mas baila no Passo Dobre
Ou na Dança Indiana

A minha poesia tem um que de cigana
E faz ciranda na roda com círculo de fogo
E canta um fado
Ou Mercedes Sosa
Frida
Piaf
Leila Diniz
Clarice Lispector
A minha poesia tem cheiro de mulher
Essa é a minha poesia
Forte, dura, sanguínea
Penetrante
Provocante
Como  a ópera de Carmem
A minha poesia
Ah a minha poesia
Ela me basta
 Ela é simplesmente
Eu


Águia



Vou subir
Como águia
Viver no meio das montanhas
Em lugares bem altos
Não vou me esconder
Da tempestade

Vou subir o mais alto que puder
Abrirei minhas asas
E alçarei um vôo livre
Como um pássaro alado

Sou águia
Terei a energia dela
 Capaz de voar em direção a sua presa em até 300 km/ hora
E terei sua visão
Capaz de enxergar pequenos roedores a 5 mil metros de altura
E quanto mais eu vôo
Mais me distancio da terra
 Mais encontro o infinito
Puro, azul
Brilhante
Como o raio de sol
E encontro novas forças
E coragem
Pra continuar
Meu caminho
Rumo ao eterno
 Da minha existência
Águia branca
Águia negra da cabeça branca
Águia do brasão
Águia da Bíblia
Águia nunca perde a guerra
Porque troca de penas
E ressurge como nova

Sou Águia
Sou o mistério da civilização
Águia na vida
Águia onde eu for


Prazer em conhecer

domingo, 26 de março de 2017

PALESTRA UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA EM NITERÓI

Um trecho da palestra "Eu tenho um sonho"  que ministrei em 2015 para os alunos do Curso de Comunicação Social de Jornalismo e Publicidade na Universidade Salgado de Oliveira em Niterói.




Momento Musical- Wave (Instrumental) - Tom Jobim

No Diário da Poesia





Vinícius em mim




A poesia está em mim. Assim como estava pra Vinícius
Sou poeta do amor, da vida, da estrada.
“De tudo ao meu amor serei atento, antes
E com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

É de Vinicius de Moraes sim
Mas é tão meu. É Tão tudo. Tão forte! Tão poesia!
Meu soneto da fidelidade, do amor sublime, dos futuros amantes como cantou Chico Buarque
A linha do amor, a fonte da paixão.

É Vinícius em mim


Na sua inspiração

O homem iluminado

Poesia que fiz para o Prof. Oton São Paio lida no último culto ecumênico pelo dia do seu aniversário. Fevereiro 2017

Oton São Paio

O homem iluminado é um homem que tem um olhar terno, vibrante
Ao mesmo tempo brilhante e que transmite paz
O homem iluminado é alguém que respira amor e bondade
É alguém que zela por sua prole e identidade
O homem iluminado caminha e deixa rastros de amor e ares de alegria por onde passa
Assim é homem iluminado
Um pai que abençoa seus filhos
Um marido que ama sua esposa, como Cristo amou sua igreja
E a chamou de noiva
O homem iluminado pode até se entristecer ou ficar aborrecido
Mas logo volta ao seu estado normal de luz e de servo
Porque o homem iluminado é servo
É professor
É aprendiz
Fala e ouve com a mesma sabedoria
Que Deus lhe diz
Porque ele pede todos os dias 
Essa tal sabedoria
Pra viver e ser feliz
Os filhos do homem iluminado são seus espelhos
Neles estão os seus reflexos e essência mais profunda do seu ser
O homem iluminado sabe que Deus está acima de tudo aquilo que ele conseguiu conquistar
Ele sabe que nada faz sentido sem a presença de Deus na vida dele
Este é o homem iluminado
Aquele que chora sem se envergonhar
Aquele que ri espontaneamente
Aquele que faz da sua vida uma oração
Deus se agrada do homem iluminado
Deus abençoa a prole do homem iluminado
Os seus amigos são alcançados pela sua luz
Que na verdade não é sua
É de Jesus
O homem iluminado respira poesia
Respira espiritualidade 
Respira o belo
E sempre o positivo da vida

Este é o homem iluminado
Oton São Paio

Pras crianças





Esse poema é sim
Pras crianças
A criança que eu fui
A criança que eu sou
A criança que serei

É Pras crianças
Que correm pela casa
Que brincam de casinha,de  carrinho  e de vídeo game


É Pras crianças
Que fazem ciranda na roda
Que dançam a música da moda
Que gritam na saída da escola
Com  desenhos cheios de cola

Esse poema é pra estes pequenos
Que Jesus abençoou
Que brincam de ser super heróis
Que sonham em ser princesas
Que se lambuzam com sorvete e  sobremesa


Esse poema é pra todas as crianças
Branquinhas
Pretinhas
Amarelinhas
Jambinhas
Japonesinhas


É Pras crianças
Banguelinhas
Cheia de janelinhas
Com trancinhas
Bonezinhos
E blusas de florzinha

É pra elas
A melhor cantiga
O melhor coral
O ovo de Páscoa
O pirulito do dia 12 de outubro
O presente de Natal

É pra elas
Minhas crianças
Luzes que iluminam nosso caminho
Anjos pequenos sem asas
Vinde a mim pequeninos
Porque o Reino é de vocês
O Reino do amor
O Reino da alegria
Vivam elas!
Todas elas
As crianças precisam
Ser amadas e protegidas
É pra elas, as crianças
O mais puro verso desta poesia.